29.9.09

Visita à nossa Biblioteca



Esta semana, a Equipa da Biblioteca dedica um momento especial a algumas turmas, nomeadamente as do 7º ano, que foram convidadas a vir conhecer melhor o espaço da Biblioteca e tudo aquilo de que dispõe para apoiar os tempos de estudo e de lazer dos alunos.


Após a visita orientada, gostaríamos que os alunos emitissem um comentário sobre o decorrer da sessão e sobre o que aqui fizeram.



Os comentários devem ser escritos em resposta a esta mensagem. Cada aluno deverá identificar-se, com nome e turma.




Aos autores dos 10 comentários que se destacarem pela pertinência do conteúdo, será posteriormente entregue um prémio pela participação neste Blog, que é o Blog da Biblioteca e que está sempre disponível para a intervenção e participação dos alunos interessados.

O prémio será... uma surpresa!!






Participem! Deixem aqui o vosso comentário!



23.9.09

Biblioteca Digital Mundial


Já o mencionámos neste Blog...



A UNESCO reuniu 32 instituições mundiais e criou uma plataforma gratuita de internet que reúne documentos de bibliotecas e arquivos de todo o mundo. O projecto, que foi desenvolvido por uma equipa da biblioteca do congresso norte-americano, tem com objectivo aprofundar a singularidade das diferentes culturas num único projecto global.

Clicando nesta imagem, é possível aceder directamente ao site da Biblioteca Digital Mundial em português.


Esta é uma biblioteca gratuita, disponível para os utilizadores que queiram aceder a mapas, manuscritos, partituras, gravações, filmes, gravuras e imagens de fotografia e pintura dos cinco continentes.









20.9.09

O Nuno escapa à gripe A






Querem saber como o Nuno consegue escapar à gripe A?



Basta clicar na imagem para aceder ao livro digital que pode ser lido na escola, em família, na biblioteca ou em qualquer lugar.






12.9.09

Bom regresso às aulas










O menino que voltou a sorrir




Guardavida era um país onde outrora as pessoas tinham gostado de viver. Tanto o clima como a geografia pitoresca, bem como a boa disposição dos seus habitantes, tinham lá atraído, fosse Verão ou Inverno, muitos viajantes provenientes de todos os países. Mas, não se sabe bem porquê – tendo sido a inveja, sem dúvida, uma das razões – Guardavida conheceu em poucos meses uma das piores catástrofes que um país pode sofrer: os homens tornaram-se inimigos uns dos outros!
O pequeno reino de Guardavida foi, primeiro, saqueado e destruído por duas potências rivais, que o disputaram entre si. Conheceu, seguidamente, uma horrível guerra civil, que acabou por arruinar tudo o que restara do conflito anterior. Depois do ódio e da miséria terem cumprido o seu papel, os habitantes mergulharam num profundo desespero. O rei perdera a esposa e três filhos nos conflitos, e decretou luto nacional por tempo indeterminado.
Que turista quereria agora visitar as cidades arrasadas, os campos devastados e as estâncias balneares destruídas? Quem poderia rir ou divertir-se com uma população de refugiados, desencantados e resignados, que se havia até esquecido de que a felicidade existia?
Acontece que, uma noite, uma sentinela encarregada de vigiar as praias orientais de Guardavida se apercebeu de uma sombra estranha no declive de uma duna. De arma na mão, aproximou-se, sem fazer barulho, e ficou estupefacta com o que viu.
Deitado na cratera que uma bomba deixara na areia, estava um menino vestido de farrapos. O soldado rastejou até ao local e viu, apesar da escuridão, que a criança estava viva. De mãos atrás da nuca, com os joelhos flectidos, o menino sorria ao contemplar o enorme céu negro, no qual despontavam um crescente de lua e as primeiras estrelas.
O guarda observou a cara do menino durante um longo minuto e, depois, com a rapidez de um relâmpago, saltou para junto dele, apontando-lhe a arma.
— Alto lá! — gritou a sombra debruçada sobre a criança que, entretanto, se pusera de joelhos, com o coração a bater fortemente.
— Alto lá! — gritou de novo o soldado, como se o menino fosse fugir. — Põe-te de pé, seu malandro! Há mais de um minuto que te vejo a sorrir!
— Eu… eu não estava a fazer nada de mal — balbuciou a criança.
— Toca a andar! Não passas de um pequeno verme sorridente! — gritou o soldado, batendo-lhe com o bastão nas costas.
— Não… não sou um inimigo, não sou um estrangeiro — tentava explicar a criança, que caminhava agora rapidamente, com as mãos no ar.
— De Guardavida não és, porque sorris de noite, às escondidas. És um malandro que não respeita o nosso luto nacional, um foragido que troça da nossa mágoa e dos nossos mortos!
— Mas… mas… eu estava a sorrir sem me dar conta — dizia o menino, já sem fôlego. — Sorria por causa do primeiro crescente de lua: os meus lábios imitaram a sua forma. Sorria porque a areia está morna e a noite é suave…
— Como? Morreram milhares de Guardavianos nestas praias, a defender a sua pátria. Estas dunas, crivadas de bombas, de balas e de granadas, ficaram juncadas de cadáveres!
E o soldado bateu com força na cabeça do menino, que caiu por terra. Mas em breve se levantava, segurando um punhado de areia na mão.
— Veja, veja como esta areia é morna e suave e…
Quando o soldado se preparava para bater de novo na criança, ela atirou-lhe a areia aos olhos e desatou a fugir.
O menino correu pela noite dentro até ao alvorecer. Embora estivesse há muito fora do alcance do soldado, sentia-se inquieto. Resolveu refugiar-se durante o dia numa pequena floresta de bétulas prateadas, e voltar à estrada ao anoitecer.
Começou a avançar pela floresta dentro, guiado pelo murmúrio da água que deslizava sobre os seixos. Acabou por se sentar na margem de um pequeno riacho que se divertia a serpentear por entre os salgueiros. A luz desta manhã de Abril penetrava através das folhas cor de amêndoa e fazia brilhar os troncos das bétulas. Milhares de estrelas reluziam na superfície da água.
A criança, que, em silêncio, desfrutava do espectáculo sempre novo da água, do ar e da luz, maravilhou-se com o aparecimento fulgurante de um guarda-rios. Era como se quatro anos de guerra tivessem poupado este pequeno paraíso no coração de Guardavida. Como se as andorinhas, os tentilhões e os chapins, que chilreavam e saltitavam, nunca tivessem ouvido o troar dos canhões, o zunir das balas, o estertor dos moribundos e as queixas dos sobreviventes. Aqui, a água que brotava de uma nascente pura e corria sobre os seixos continuava a ignorar a cor do sangue.
A criança, exausta, deitou-se no musgo e acabou por adormecer, embalada pelo canto dos pássaros. Enquanto dormia, sorria para os anjos do céu azul.
Desta vez, não foi uma sentinela mas uma patrulha inteira que o acordou, em sobressalto. Através do sol ofuscante do meio-dia, a criança conseguiu distinguir seis rostos ameaçadores debruçados sobre ela.
Momentos depois, de mãos atadas e boca amordaçada, o menino foi conduzido à cidade mais próxima e atirado para um calabouço sombrio.
Passaram-se dois dias e duas noites intermináveis, durante os quais, a criança, cheia de fome e com o corpo pisado, só não sucumbiu ao desespero porque pôde respirar o cheiro de uma glicínia, que se estendia pela parede exterior da prisão.
Na manhã do terceiro dia de prisão, trouxeram-lhe finalmente um pouco de pão e água, e fizeram-no comparecer, em seguida, perante os juízes. Numa sala enorme, com paredes de pedra, três homens com vestes compridas debruadas a arminho branco estavam diante dele, enquanto uma multidão cinzenta e agitada murmurava nas suas costas.
— Estrangeiro! — começou um dos juízes. — É acusado de ter entrado ilicitamente no nosso país, de ter agredido um dos nossos guardas fronteiriços e, sobretudo, de ter desrespeitado, por duas vezes, o luto nacional decretado pelo nosso soberano, mostrando assim o seu desprezo pela dor e mágoa dos nossos concidadãos. É uma ameaça à paz do nosso reino e incorre na pena capital, reservada aos traidores da pátria. Reconhece todos estes factos?
— Mas — respondeu a criança — eu nasci em Guardavida, há dez anos, mais ou menos, e…
— Admito que pareces conhecer a nossa língua — interrompeu o segundo juiz, sentado à direita do primeiro. — Mas quem pode provar que és um Guardaviano, se não encontramos nenhum documento de identificação na tua roupa esfarrapada?
— Todos os meus haveres foram-me roubados há dias, enquanto dormia ao relento. Os meus pais deviam ter o que procurais, mas foram mortos num bombardeamento há três meses.
— Mentes! — interrompeu secamente o terceiro juiz. — Se os teus pais tivessem morrido num bombardeamento, não sorririas durante o sono.
A multidão soltou uma exclamação de espanto.
— Mas eu senti uma grande dor quando os meus pais foram mortos, e continuo a sentir uma pena imensa. Às vezes, choro sozinho, com o estômago contraído, e cerro os punhos para não gritar…
— Quando tentaram prender-te na costa oriental, a sentinela assegura que sorrias sozinho e que troçavas da morte recente dos teus pais!
— É que, quando penso nos passeios que dei com o meu pai, quando me lembro das suas brincadeiras, quando revejo os olhos da minha mãe e me dou conta do tesouro que eram os beijos que me dava antes de dormir, o meu rosto ilumina-se de felicidade.
— Não negas, então, que és incapaz de respeitar o nosso luto. Seis testemunhas ajuramentadas viram-te sorrir para os anjos, no dia a seguir ao teu primeiro delito!
— Estava contente — disse a criança — por ouvir os pássaros cantar e o rio murmurar por entre os seixos. A descoberta dos primeiros lírios de água, o perfume de uma flor selvagem, aqueciam o meu coração. Às vezes, esqueço-me da minha tristeza quando vejo o sol brilhar na água ou brincar com as nuvens. Gosto de ver o vento acariciar as ervas ou dançar nos ramos dos salgueiros…
Um longo murmúrio elevava-se agora da multidão, como se as suas palavras tivessem despertado nas pessoas surpresa, consternação e cólera.
— Basta! — disse o primeiro juiz, batendo com o martelo na secretária. — Esta criança clandestina que reconhece os seus crimes perturba a ordem pública. Condenamo-la à forca, como fazemos a todos os traidores de Guardavida!
Segundo os costumes de Guardavida, todos os condenados à morte eram conduzidos diante do soberano, na véspera da execução, a fim de beneficiarem, eventualmente, de um perdão real. Infelizmente para o menino, o rei, depois que perdera a família, nunca mais acordara um perdão a nenhum acusado. Era como se a dor tivesse destruído nele, para sempre, qualquer sentimento de compaixão. Se ainda aceitava participar nesta cerimónia macabra, era mais para respeitar um costume instituído pelos seus antepassados do que para salvar a vida de algum miserável.
De facto, quando o rei se dignava olhar para alguns dos condenados, via sobretudo neles os assassinos da sua família. Se pudesse, em vez de lhes conceder algum perdão, ele mesmo lhes cortaria o pescoço.
Foi pois com uma esperança assaz diminuta que a criança foi conduzida diante dele, acompanhada por uma dúzia de prisioneiros.
Sentado numa grande sala do palácio, num trono de ébano, o rei estava absorto nos seus pensamentos sombrios.
A sua única filha ainda viva estava sentada a seu lado e acariciava os cabelos dourados de uma boneca de porcelana.
Quando os condenados entraram e foram conduzidos até ele, o rei levantou os olhos, e o seu rosto imóvel foi-os olhando, um a um, sem trair a menor emoção. Era como se os olhasse sem os ver.
De repente, ao pousar o olhar sobre o menino, o seu corpo ficou hirto, soltou um grito de cólera e os seus olhos revelaram um furor terrível.
— Insolente! Traidor! Anarquista! Como ousas, diante de mim, desprezar as minhas leis, violar o nosso luto e profanar a memória da minha própria família?
— Perdoai-me, Senhor, perdoai-me. Não queria ofender-vos nem faltar-vos ao respeito, mas a vossa filha…
— Como te atreves? — espumava o rei.
— A vossa filha tinha um ar e uns olhos tão tristes, que não pude evitar sorrir-lhe quando os nossos olhares se cruzaram… É mais forte do que eu, vem-me do mais profundo da alma e…
Mas o rei deixara de o ouvir. Observava, maravilhado, a filha, o seu único descendente vivo, a sua única consolação, uma prisioneira da tristeza há já tanto tempo. A filha sorria para a criança que ia morrer.
Passou-se uma eternidade, e todos, guardas, senhores e condenados, ficaram suspensos da reacção do rei.
O que viram então foi um autêntico milagre!
O rei, desarmado, estupefacto e hipnotizado, não conseguia desviar o olhar do rosto da filha. Pouco a pouco, começaram a ver os seus lábios a tremer e uma lágrima a correr do seu olho direito. Sorriu, emocionado, para a princesa.
Um murmúrio percorreu a assembleia, e logo uma alegria muda tomou o lugar do mais profundo desespero. Um sorriso partilhado e tranquilo emergiu da dor e das mágoas e contagiou todos quantos estavam presentes na sala.

O fim do luto nacional foi decretado naquela mesma noite; os treze condenados à morte, entre os quais a criança, foram agraciados e soltos.
A história não diz o que aconteceu ao rei, à princesa e ao menino. Sabe-se apenas que Guardavida se tornou de novo um país hospitaleiro e acolhedor, onde dá gosto viver. Sabemos também que não há dor nem desgosto tão intensos e violentos que não possam vir a ser consolados, que não possam ser redimidos pela vida sempre nova e apaixonante que nos espera.


Jean-Hugues Malineau



5.9.09

Apenas de passagem



Um turista americano, no século passado, foi visitar o famoso rabino polaco, Hofez Chaim.

Admirou-se ele ao ver que a casa do rabino era pouco mais que um quarto repleto de livros por toda a parte.

De mobília, tinha só uma mesa e um banco.

«Mas, rabino, onde está a sua mobília?», pergunta o americano.

«E a sua, onde é que está?», ecoou o rabino.

«A minha? Mas eu estou apenas de passagem; sou um visitante na cidade», responde o americano.

«Pois eu também estou só de passagem», concluiu o Rabino.



Anthony de Mello
O canto do pássaro
Lisboa, Ed. Paulinas, 1998



23.8.09

Uma companhia

Quando o criador de palavras ia já dar o seu trabalho por concluído, percebeu logo que se enganara. Cada palavra mostrava sinais de solidão e, pensando bem, ele também sentia a falta de qualquer coisa...
Foi nesse momento que lhe surgiu a ideia de criar palavras novas para acompanhar as já existentes.
Mas que ideia fantástica!!!
O criador, satisfeito, ficou a vê-las a formar pares:
O gato miou para a gata;
O sabichão conferenciu com a sabichona;
O actor contracenou com a actriz;
O leão foi caçar com a leoa;
O irmão brincou com a irmã ( e irrtou-a, claro está...!)
Mas o criador, a certa altura, afligiu-se. Então não é que, seguindo o seu exemplo, algumas palavras tiveram ataques de criatividade?!
O cão largou a correr com a cadela;
O bode namorou com a cabra;
O carneiro elogiou a lã da ovelha;
O cavalheiro deu o braço à dama!
Contudo, o criador pôde serena e sentir-se, também ele, acompanhado. Ao seu lado estava agora uma criadora, que lhe deu a mão, e, juntos, saíram a criar mais palavras!



História retirada do livro
«Chamem-lhes Nomes!»
Texto Editora




13.8.09

O Beijo da Palavrinha



Protagonizada por dois irmãos, a mais recente publicação de Mia Couto para o público infanto-juvenil, aborda questões como a imagem da infância, a morte, as tradições culturais e as duras condições de vida ainda sentidas naquele país africano.

Sem passar ao lado de uma forte dimensão poética e/ou alegórica, o texto propõe uma leitura diferente da relação afectiva entre os irmãos, baseada na partilha de sonhos e na transferência de fantasias, assim como da própria morte, aqui entendida como o início de um novo ciclo, uma espécie de viagem numa nova dimensão.

As palavras possuem uma dimensão mágica e são capazes de possibilitar um encantamento que permite uma vida mais realizada e mais feliz.






Águas de Verão




"Águas de Verão" é uma curta viagem ao passado. A narradora recorda a sua infância e a vida no seio de uma família muito tradicionalista, formal. Um dos romances mais poéticos de Alice Vieira, esta narrativa mostra como as ideias de respeito e de bom comportamento podem inquinar a alegria de viver, se impostas de forma rígida e como simples convenções. Apesar disso, os vários irmãos desta família problemática acabam por descobrir o sabor da alegria e o prazer do divertimento na personagem de um saxofonista bem-humorado com quem travam conhecimento num hotel de termas.






6.8.09

Um lugar para viver

Eu sempre quis
para viver
um sítio de morar
nem que fosse
uma coisa pequenina
onde eu pudesse trabalhar
a terra, lá no meu lugar
da cidade.
Sinto-me desumana.
Dividiram tudo o que existia.
Só me deixaram o alto e o baixo,
Ainda... o céu e o chão,
Ainda me lembro quando nasci
todos de volta de mim
pegando-me ao colo.
E também quando
tinha três anos
queria muito uma carroça de burrinhos
mas não tinha dinheiro
suficiente para comprar.
Um dia tocou-me no fundo
e fiz uma grande cena:
"Que má sorte!
Só me restam na vida
o céu e os sonhos".



Patricia Susana, 9 anos E.B.1 nº55 - Olivais - Lisboa
Histórias de Longe e de Perto
concepção e selecção:
Mª Lourdes Tavares Soares & Mª Odete Tavares Tojal




13.7.09

Jovem Portuguesa vence concurso internacional

Patrícia Santos, de 14 anos, é a jovem vencedora europeia da 18.ª edição do Concurso Internacional de Desenho promovido pela Bayer e UNEP (United Nations Environment Programme). Dirigido aos artistas de palmo e meio, entre os 6 e 14 anos, a iniciativa recebeu trabalhos de 9500 jovens de 32 países.
O desenho da portuguesa destacou-se pela forma como transmite os receios e inquietudes em relação às alterações climáticas e vai ser premiado com US $ 1.000 em dinheiro e com a oportunidade de estar presente na Conferência Internacional das Crianças para o Meio Ambiente, a realizar-se a 20 de Agosto, na Coreia do Sul.
Estou muito feliz. Nem tenho palavras para descrever a sensação de ter sido seleccionada entre tantos outros trabalhos”, comenta a artista da Figueira da Foz. O desenho da Patrícia demonstra, de forma muito expressiva e artística, um girassol – simbolizando o Planeta – cujas folhas – representando as várias fontes de poluição que atingem o Planeta – há que erradicar para o salvar. A esperança está marcada no rebento, que nasce verde e saudável, na tesoura de poda, que “corta” o que está mal e na mão humana, que detém o poder de fazer a diferença para um mundo melhor. “Todos nós podemos contribuir para que a situação mude. Gestos simples como a reciclagem, utilização de energias renováveis e evitar andar de carro, podem ajudar a melhorar o mundo e a evitar o aumento da poluição. Eu tento fazer um pouco todos os dias, pois a responsabilidade também é minha”, conta a vencedora.
Portugal concorreu com cerca de 1000 desenhos, de 33 escolas nacionais, demonstrando uma adesão acima da média europeia. "Apesar deste projecto contar com o apoio da Bayer desde a sua criação, é a primeira vez que a filial portuguesa lança o desafio aos jovens. Estamos muito satisfeitos com o grande sucesso do concurso e é com muito orgulho que partilhamos esta vitória. A Bayer tem vindo a desenvolver vários projectos de Responsabilidade Social com crianças e achamos que fazia todo o sentido adoptar a iniciativa, " comenta Dr. João Barroca, Director-Geral da Bayer Portugal.
O júri que seleccionou o trabalho português foi composto por 10 adultos, incluindo um representante da Bayer, dois adolescentes e três crianças. Cada Escritório Regional do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente escolheu os vencedores regionais e apresentou 100 pinturas para a grande final mundial, em Daejeon, na Coreia do Sul. Após esta iniciativa, será feita uma selecção das pinturas vencedoras para as exposições no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, a realizar em Copenhaga, de 7 a 18 de Dezembro de 2009. As pinturas também vão estar expostas na Internet e serão utilizadas para cartazes, postais, calendários, e em diversas publicações.


Informações retiradas do site cienciapt.net


10.7.09

No Verão



(retirado de «Livro com Cheiro a Caramelo» de Alice Vieira)





No Verão, as árvores dormem.

E à tarde os meninos chegam a casa com a boca pintada de sumo de amoras.

No Verão tira-se muitas vezes o mapa da gaveta e fica-se a olhar para ele durante muito tempo. E sonha-se com lugares que têm nomes difíceis de pronunciar.

No Verão custa a distinguir onde acaba o céu e começa o mar. As praias rebentam de gente e ao fim da tarde há dois elhotes sentados na borda de um barco a ver passar os navios.

No Verão é preciso estar sempre alerta para defender os castelos de areia dos inimigos. Que chegam sempre por mar. No Verão há histórias de sereias que aparecem quando a Lua vai alta e a praia está deserta. De manhã, os meninos procuram-nas por entre as rochas e voltam com as mãos cheias de conchas e lapas e mexilhões, enquanto, à sombra, as tias trocam receitas e pontos de malha muito difíceis.

No Verão, quando se levanta a cabeça, vêem-se as sete cores do arco-íris nas riscas do toldo. No Verão, o Sol derrete-se no meio do mar quando o dia acaba. E as praias ficam, de repente, cheias de sombras e segredos.



No Verão...


(Podem continuar...)





17.6.09

Os adolescentes não gostam de ler...?




Porque não gosta o adolescente de ler?

- Porque nunca gostou;

- Porque deixou de ter prazer com os livros que lia e ainda não encontrou outros que os substituam;

- Porque não consegue destinar tempo à leitura entre tantas outras coisas de que gosta mais;

- Porque os outros não gostam;

- Porque não encontra nenhuma utilidade na leitura...


Leitor vivo: aquele que nunca deixou de ler e assume que lê, tem critérios e sabe o que quer.


Leitor adormecido: aquele que gosta de ler mas não quer gostar, não quer assumir, ou simplesmente já se esqueceu de que gosta porque não consegue encontrar um livro perfeito.


Falso leitor: aquele que não tem hábitos de leitura mas está ocasionalmente interessado num livro; aquele que tem curiosidade pelos livros mas não consegue lê-los até ao fim, embora insista em tentar.


Não leitor: aquele que não tem competências para ler os livros que considera adequados para si, aquele que nunca encontrou nada de útil na leitura.



Reflexões retiradas do Blog do Bichodoslivros




11.6.09

A Revolta das Frases



Uma frase surge misteriosamente na parede da sala de aula:
Deixem-me em paz.”





É o primeiro sinal que as palavras dão para que se perceba como estão zangadas connosco. (Sim, consigo também, caro leitor/visitante.) Querem chamar-nos à atenção para o desleixo com que tantas vezes as usamos, na escrita e na oralidade. Depois, começam a apagar-se misteriosamente dos tampos das secretárias. “— Eh, pá, havias de ver as palavras a desaparecer. Parecia água na areia.”




A Revolta das Frases é o primeiro livro para a infância de Maria Almira Soares, que venceu (em 2003) o Prémio de Revelação APE/IPLB em Literatura para a Infância e a Juventude.










Dia de Camões



Porque ontem foi 10 de Junho, dia de Camões, falemos de poesia...



Eis uma colectânea de poetas “de hoje e de ontem”, organizada do presente para o passado, e que reúne alguns dos principais poemas que fizeram parte da infância (e escolaridade) de muitos de nós.
A selecção de autores e de textos é da responsabilidade de Maria de Lourdes Varanda e Maria Manuela Santos. As ilustrações são de Filipa Canhestro. Matilde Rosa Araújo assina um breve prefácio, numa edição da Chimpanzé Intelectual.