4.11.09

O 5ºM também se exprime sobre o CRE PAPER



«A biblioteca é muito grande, com muitas coisas interessantes, como: os computadores, os DVDs, os CDs, as bandas desenhadas, os livros de histórias de fantasia e os livros de histórias verdadeiras, os livros sobre generalidades, os dicionários e as enciclopédias.
Lá, tudo é muito colorido e tudo é muito acolhedor. As funcionárias são simpáticas e amorosas.
Adoro a biblioteca, porque gosto muito de ler livros e de jogar damas com os meus amigos.»

Pedro Henrique Silva - 5ºM



«Na biblioteca, há muitos livros, há um espaço para ir pesquisar, há um espaço para ver filmes e um espaço para jogar no computador.
A biblioteca é um lugar mágico, porque tem livros de fantasia, contos de fadas. Há muitos jogos e também há um espacinho para fazermos o trabalho de casa. Há um local para quem quiser inscrever-se para ser amiguinho da biblioteca.
A bilioteca é uma fantasia, com muitos jogos: de matemática, de xadrez, de damas, do "Quem é quem?", da batalha naval...»


Rafaela Santos - 5ºM



«Acho que a biblioteca está muito bem organizada. Tem um pouco de tudo: revistas, livros, jornais, enciclopédias, dicionários, jogos, filmes... É um óptimo espaço para estudar e até para fazer os trabalhos de casa.
Na biblioteca, há uma placa que se chama CDU (Classificação Decimal Universal) que serve para ajudar os alunos a descobrir onde é a estante de cada livro. Tem 9 temas: Generalidades; Filosofia e Psicologia; Religião; Ciências Sociais; Ciências Puras; Ciências Aplicadas; Arte e Desporto; Linguística e Literatura; Biografia, Geografia e História.»

Daniela Lopes - 5ºM




«A biblioteca é um espaço agradável para estudar, pesquisar e ler livros. Podemos jogar nos computadores, ouvir música e ver filmes. Quando não sabemos onde está alguma coisa, podemos perguntar a alguém.
É grande e bonito. Tem um Cantinho da Matemática. As pessoas são muito simpáticas. Tem muitos jogos divertidos; alguns estão partidos porque os meninos não têm cuidado com o que não é deles...»


José Miguel Oliveira - 5ºM




3.11.09

O 5ºF também se exprimiu acerca da biblioteca...




«Chegámos à biblioteca e as funcionárias explicaram como funcionava. Depois fizemos um jogo. A seguir lemos o guia do utilizador. E no final tivemos uma surpresa que foi um livro.»

Edna Gonçalves - 5ºF


«A biblioteca é um lugar calmo, onde podemos estudar, ler e ver... É muito arrumado e bonito. Gosto quando estou lá.»


Ana Catarina Remelgado - 5ºF



«A biblioteca é um espaço organizado e criativo, giro e interessante. Já requisitei um livro e li-o todo. Gostei muito. Também já fui pesquisar na Internet umas imagens para um trabalho de Área de Projecto.»


Ilda Freitas - 5ºF



«Acho que a biblioteca é um espaço muito agradável onde podemos jogar jogos, ver DVDs, jogar no computador, principalmente ler livros e fazer pesquisas na internet... Gosto muito da biblioteca!!!»

Inês Sousa - 5º F



«Na biblioteca podemos fazer muita coisa, porque a biblioteca é muito grande e tem muitas coisas para fazer. Há 15 computadores e 4 televisões. Há muitos jogos educativos e o Cantinho da Matemática. Há também um sítio de leitura onde podemos ler muitos livros interessantes.»

Luís Loureiro - 5ºF



«A biblioteca é um espaço fabuloso e incrível... bom para pesquisar, estudar, ler e até jogar e ver vídeos.»

Bruna Pinto - 5ºF



«Na biblioteca há muita coisa para fazer: ler livros interessantes, ir à Internet, pesquisar, ver um filme com uma amiga, jogar um jogo no computador, ouvir música, jogar jogos de Matemática...
Gosto da biblioteca e gostava de ser Amiga da biblioteca.»


Cláudia Gomes - 5ºF






1.11.09

Halloween


Esta quinta-feira, 29 de Outubro, assistimos na biblioteca a uma sessão de Leitura dinamizada por duas animadoras da Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia.

O espírito do Halloween já pairava...

Ficam aqui as imagens de um momento muito divertido.








29.10.09

Mais opiniões sobre o CRE PAPER da Biblioteca



Ficam agora as opiniões de alguns alunos do 5ºJ.



«Quando entro devo pousar a mochila na gaveta e o casaco no bengaleiro, e se quero ver um filme tenho de pedir no balcão de atendimento. Para ir ao computador também precisamos de pedir. E para ler um livro que queremos, podemos ver a tabela CDU.
Eu gosto da biblioteca e aprendi tudo isto nesta visita.»


João Pinto da Costa - 5ºJ




«Gostei muito de visitar a biblioteca, porque as pessoas de lá são muito simpáticas e porque tem muitos livros. A primeira parte que visitámos foi a da leitura e a segunda foi a dos jogos. A parte dos jogos foi menos interessante do que a da literatura porque aí fizemos um jogo sobre quem encontrava mais rapidamente um livro.»


André Silva - 5ºJ




«Hoje, na disciplina de Língua Portuguesa, fomos à biblioteca. Fiquei espantada: é um espaço que é silencioso. De um lado tem jogos e doutro lado tem livros muito engraçados.»


Ana Teresa - 5ºJ




«A biblioteca é um espaço muito grande. Tem muitos livros, jogos, computadores. Podemos requisitar livros, ver filmes, ir para a internet, Podemos fazer muita coisa!»


Beatriz Almeida - 5ºJ



«A nossa biblioteca tem boa apresentação, tem um espaço para leitura e outro para jogos, filmes cds... Tem sofás, mesas, cadeiras, computadores, livros. É um sítio giro e organizado. As auxiliares são muito simpáticas. Podemos requisitar livros e ficar com eles durante 10 dias. No papelzinho que dão aparecem 3 imagens: uma com uma cara feliz, outra com uma média e uma triste. Isto é para dizer se gostamos ou não do livro que lemos. Já lá fui várias vezes e gostei muito. Até nos deram um livro!»

Mariana Nunes - 5ºJ




Desenho do Ruben Soares - 5ºJ






28.10.09

Outras opiniões de alunos sobre a biblioteca




Hoje é a vez de escrevermos aqui as opiniões transmitidas por alguns alunos do 5ºI e do 5ºL sobre a nossa biblioteca.


«Acabei de saber como funciona a biblioteca; quando eu tiver tempo livre, vou para lá pesquisar, jogar... Acho que a biblioteca é um bem essencial para os alunos.»

Joana Nogueira - 5ºL


«A biblioteca é uma zona limpa e com pessoas simpáticas. Também é uma zona de lazer onde podemos jogar jogos informáticos, ler revistas, banda desenhada e muito mais. É ainda uma zona de leitura e de pesquisa em computadores ou em livros...»

Andressa Santana - 5ºL



«Quando fui pela segunda vez à biblioteca, vi melhor como é- Fizemos um jogo e a funcionária disse que se tivessemos um livro estragado podíamos levá-lo ao Hospital do Livro...
E ofereceram-nos livros por estarmos pela primeira vez no 5º ano.»

Bruna Silva - 5ºI


«Gostei muito da visita à biblioteca. Aprendi coisas novas como, por exemplo, consultar o CDU. Fizemos um jogo cujo objectivo era aprendermos a consultar o CDU. No fim, antes de irmos embora, deram-nos um livro.»

Beatriz Cunha - 5ºI


«Gostei de visitar a biblioteca. Gostei de tudo e gosto mais de receber o livro. Tenho muita pena de não receber um livro todos os dias.»

Armando Martins - 5ºI


«A primeira ves que fui à biblioteca foi muito giro. A biblioteca tem um lado só com livros e outro com computadores para jogar e muitos joguinhos, dvds e revistas...
Já requisitei dois livros muito engraçados...
No fim de tudo, as funcionárias deram-nos um livro. E foi muito divertido.»

Ana Sofia Ferreira - 5ºI



27.10.09

O que os alunos pensam da biblioteca...



A Equipa da Biblioteca / Centro de Recursos - BECRE - propôs aos meninos do 5º ano um jogo, o «CRE PAPER», para os ajudar a conhecer melhor este espaço da escola.


Hoje, registamos as opiniões de alguns alunos do 5ºC.



«É o local onde as pessoas deveriam ir para estudar e para desenvolver a leitura... Por isso, agora vou quase todos os dias para a biblioteca, para estudar, requisitar livros, jogar jogos no computador... Por agora, é o melhor sítio da escola!»

Leonor Sousa - 5ºC



«Na biblioteca, tem que se ter respeito pelas pessoas, não fazer barulho, pedir autorização... Devemos ter cuidado com tudo para preservar o espaço. É um local engraçado e bom para estudar. Adoro ir à biblioteca.»


Inês Faustino - 5ºC




«Podemos estudar, pesquisar para a escola, fazer os trabalhos de casa, ver filmes, jogar computador, jogar jogos de tabuleiro, ler uma quantidade enorme de livros de todo o tipo de temas, cores, efeitos... Coisas que eu acho muito bom para uma biblioteca escolar.
Gostei muito da minha visita à biblioteca.»

Daniel Silva - 5ºC




«A biblioteca é um grande livro que tem dentro muitos pequenos livros que nós crianças podemos ler. Adoro a biblioteca, o silêncio que lá existe; é tudo uma história de encantar!! É por isso que todos os livros têm a sua própria magia!»


Ana Rita Moreira - 5ºC



20.10.09

O livro de ouro



O álbum de banda desenhada que assinalará este ano o meio século da criação de Astérix e Obélix tem por título "O livro de ouro" e sairá no dia 22 de Outubro em simultâneo em 19 países, incluindo Portugal.
A edição de "O aniversário de Astérix e Obélix - O livro de ouro" foi anunciada há vários meses como "o maior banquete festivo preparado pelos irredutíveis gauleses", já que comemora os 50 anos do aparecimento daquelas personagens.






19.10.09

Astérix e Obélix fazem 50 anos!



Se perguntarem a um americano ou a um japonês se gostam das histórias do Astérix, eles ficam com um ponto de interrogação em cima da cabeça. Mas são os únicos habitantes do planeta que não conhecem um dos heróis de BD mais populares de sempre.

Da Europa à Oceania, da América Latina às Arábias, o mundo ri com as aventuras cómicas dos gauleses (antepassados dos franceses) no tempo de Júlio César e dos antigos romanos! E a risota dura já há meio século.

É verdade. Foi no dia 29 de Outubro de 1959 (faz este mês 50 anos) que saiu a primeira prancha de Astérix o Gaulês, a história de estreia de Astérix.

Em Portugal, a BD Astérix o Gaulês começou a ser publicada em 1961.

As histórias de Astérix passam-se na Gália, antigo nome da França, à volta do ano 50 antes de Cristo, no tempo em que esse país (e quase toda a Europa) estava ocupado pelas legiões romanas, menos uma aldeia da Armórica onde moravam Astérix e Obélix. Estes vivem as mais divertidas aventuras através do mundo antigo, dando grandes tareias aos romanos graças à força que lhes é conferida pela poção mágica fabricada por Panoramix. «Estes romanos são loucos», costuma dizer Obélix quando não está a caçar ou a comer javalis.

O mundo de Astérix foi criado pelo guionista René Goscinny e pelo desenhador Albert Uderzo. Após a morte de Goscinny, Uderzo tem inventado e desenhado as histórias. Agora, com 82 anos, anunciou já que as aventuras poderão ser continuadas no futuro por outros autores.

A fama deste herói é tal que foi criado o Parque Astérix, nos arredores de Paris, uma espécie de «disneylândia» dedicada ao mundo dos antigos gauleses tal como o reinventaram Goscinny e Uderzo.




Texto transcrito da revista «Visão Júnior»
Outubro de 2009





11.10.09

O rei mais pequeno do mundo



Era um rei. O rei mais pequeno do mundo. Porém, tinha a mania das grandezas. Exigia que os seus súbditos, isto é, toda a gente do país, o tratasse sempre por Vossa Alteza; Vossa Enormidade; Vossa Imensidade; Vossa Grandeza. Os amigos podiam tratá-lo, nos dias em que estivesse bem disposto, por Vossa Proeminência.
Andava pelo palácio pendurado em enormes andas, pernas de pau, que o faziam mais alto do que qualquer pessoa. No palácio, de resto, isso não era difícil, pois segundo uma lei, inventada, é claro, pelo próprio monarca, não podia entrar ninguém com mais de cinquenta centímetros. Em consequência, toda a corte era composta por anões e por crianças, e estas, coitadas, perdiam o emprego assim que crescessem demais.
Para sair à rua, o rei montava uma das suas girafas. Tinha quinze. Todas altíssimas – eram girafas! – e muito bonitas e bem-educadas. Só ele podia montar nas girafas. Nos livros das escolas, as crianças aprendiam que aquele era o rei mais alto do mundo (o que levava as crianças a pensar que todos os reis eram muito pequenos).
O rei, com a sua mania das grandezas, queria que as casas do seu reino fossem as mais altas do mundo, e os cães, os mais altos do mundo, e os pés de milho, os mais altos do mundo. «Tudo neste país», dizia, «tem de estar à minha altura». Como ele era o rei, os ministros diziam: «Sim, Vossa Alteza». Os generais diziam: «Sim, sim, Vossa Enormidade». O povo dizia: «Sim, sim, sim, Vossa Desmesura».
E assim ia indo o reino. Até que um belo dia a rainha engravidou. O rei viu com preocupação crescer a barriga da mulher. Por um lado esperava que de lá de dentro saltasse o maior principezinho do mundo. Por outro, se o principezinho fosse de sua natureza muito grande, não poderia ficar no palácio (era a lei), e ele também não queria isso. A barriga da rainha cresceu muito. Cresceu tanto que ela já não cabia nas portas.
Porém, quando deu à luz, as parteiras viram sair daquela enorme barriga, primeiro apenas vento, e depois um menino minúsculo.
O rei, que nunca dava o braço a torcer, mandou anunciar por todo o reino que nascera o maior príncipe do mundo. O menino, ao qual foi dado o nome de Máximo Magno, saiu ao pai. «Meu Deus!», sorria vendo-se ao espelho, «como sou enorme». O rei lembrou-se então de instalar no palácio espelhos de feira, desses que distorcem a imagem, e nos fazem parecer muito mais altos.
Máximo Magno ficou ainda mais feliz: «Sou um gigante», gritava, «nunca houve no mundo ninguém tão alto quanto eu.»
E assim ia indo o reino. O príncipe gostava de passear pelo reino mas, como era ainda mais convencido do que o pai, não usava nem andas nem girafas. Preferia seguir a pé, sozinho, para que todos admirassem a sua coragem e estatura. Ao vê-lo, as pessoas ajoelhavam-se e gritavam: «Longa vida a Vossa Eminência, o Príncipe». Uma tarde, distraído com a beleza da floresta, Máximo Magno afastou-se muito do palácio. Já ia longe, já tinha ultrapassado a linha do horizonte, quando encontrou um elefante.
— Sai da minha frente — disse-lhe com arrogância — senão piso-te. Sou o maior principezinho do mundo.
O elefante, que não era dali, viajava há muitos dias, e não conhecia a fama do rei, e nunca ouvira falar no príncipe, atira-se ao chão a rir às gargalhadas:
— Tu, pisas-me? Não conseguirias nem pisar na minha sombra.
O príncipe levantou o pé para esmagar o elefante. Não conseguiu, claro, só ele acreditava nisso, e o elefante continuou a rir. Quando conseguiu acalmar, disse ao príncipe:
— Uns nascem pequenos, outros nascem grandes. Mas ninguém nasce maior ou menor. Um dia dirão talvez que foste o maior rei do mundo, mas será por aquilo que fizeste, será porque foste um bom rei, e não por causa da tua altura.
O principezinho regressou ao palácio a pensar no que o elefante dissera. Quanto mais pensava, mais achava que o outro tinha razão. Mandou tirar os espelhos do palácio. Começou a falar com toda a gente, de igual para igual, e assim aprendeu muita coisa. Hoje, lá no reino, quando falam dele, as pessoas dizem: «É o maior Rei do mundo». E realmente acreditam nisso. Já ninguém se lembra do velho rei.


José Eduardo Agualusa
Era uma vez
Revista Pais e Filhos, s/d
adaptado





29.9.09

Visita à nossa Biblioteca



Esta semana, a Equipa da Biblioteca dedica um momento especial a algumas turmas, nomeadamente as do 7º ano, que foram convidadas a vir conhecer melhor o espaço da Biblioteca e tudo aquilo de que dispõe para apoiar os tempos de estudo e de lazer dos alunos.


Após a visita orientada, gostaríamos que os alunos emitissem um comentário sobre o decorrer da sessão e sobre o que aqui fizeram.



Os comentários devem ser escritos em resposta a esta mensagem. Cada aluno deverá identificar-se, com nome e turma.




Aos autores dos 10 comentários que se destacarem pela pertinência do conteúdo, será posteriormente entregue um prémio pela participação neste Blog, que é o Blog da Biblioteca e que está sempre disponível para a intervenção e participação dos alunos interessados.

O prémio será... uma surpresa!!






Participem! Deixem aqui o vosso comentário!



23.9.09

Biblioteca Digital Mundial


Já o mencionámos neste Blog...



A UNESCO reuniu 32 instituições mundiais e criou uma plataforma gratuita de internet que reúne documentos de bibliotecas e arquivos de todo o mundo. O projecto, que foi desenvolvido por uma equipa da biblioteca do congresso norte-americano, tem com objectivo aprofundar a singularidade das diferentes culturas num único projecto global.

Clicando nesta imagem, é possível aceder directamente ao site da Biblioteca Digital Mundial em português.


Esta é uma biblioteca gratuita, disponível para os utilizadores que queiram aceder a mapas, manuscritos, partituras, gravações, filmes, gravuras e imagens de fotografia e pintura dos cinco continentes.









20.9.09

O Nuno escapa à gripe A






Querem saber como o Nuno consegue escapar à gripe A?



Basta clicar na imagem para aceder ao livro digital que pode ser lido na escola, em família, na biblioteca ou em qualquer lugar.






12.9.09

Bom regresso às aulas










O menino que voltou a sorrir




Guardavida era um país onde outrora as pessoas tinham gostado de viver. Tanto o clima como a geografia pitoresca, bem como a boa disposição dos seus habitantes, tinham lá atraído, fosse Verão ou Inverno, muitos viajantes provenientes de todos os países. Mas, não se sabe bem porquê – tendo sido a inveja, sem dúvida, uma das razões – Guardavida conheceu em poucos meses uma das piores catástrofes que um país pode sofrer: os homens tornaram-se inimigos uns dos outros!
O pequeno reino de Guardavida foi, primeiro, saqueado e destruído por duas potências rivais, que o disputaram entre si. Conheceu, seguidamente, uma horrível guerra civil, que acabou por arruinar tudo o que restara do conflito anterior. Depois do ódio e da miséria terem cumprido o seu papel, os habitantes mergulharam num profundo desespero. O rei perdera a esposa e três filhos nos conflitos, e decretou luto nacional por tempo indeterminado.
Que turista quereria agora visitar as cidades arrasadas, os campos devastados e as estâncias balneares destruídas? Quem poderia rir ou divertir-se com uma população de refugiados, desencantados e resignados, que se havia até esquecido de que a felicidade existia?
Acontece que, uma noite, uma sentinela encarregada de vigiar as praias orientais de Guardavida se apercebeu de uma sombra estranha no declive de uma duna. De arma na mão, aproximou-se, sem fazer barulho, e ficou estupefacta com o que viu.
Deitado na cratera que uma bomba deixara na areia, estava um menino vestido de farrapos. O soldado rastejou até ao local e viu, apesar da escuridão, que a criança estava viva. De mãos atrás da nuca, com os joelhos flectidos, o menino sorria ao contemplar o enorme céu negro, no qual despontavam um crescente de lua e as primeiras estrelas.
O guarda observou a cara do menino durante um longo minuto e, depois, com a rapidez de um relâmpago, saltou para junto dele, apontando-lhe a arma.
— Alto lá! — gritou a sombra debruçada sobre a criança que, entretanto, se pusera de joelhos, com o coração a bater fortemente.
— Alto lá! — gritou de novo o soldado, como se o menino fosse fugir. — Põe-te de pé, seu malandro! Há mais de um minuto que te vejo a sorrir!
— Eu… eu não estava a fazer nada de mal — balbuciou a criança.
— Toca a andar! Não passas de um pequeno verme sorridente! — gritou o soldado, batendo-lhe com o bastão nas costas.
— Não… não sou um inimigo, não sou um estrangeiro — tentava explicar a criança, que caminhava agora rapidamente, com as mãos no ar.
— De Guardavida não és, porque sorris de noite, às escondidas. És um malandro que não respeita o nosso luto nacional, um foragido que troça da nossa mágoa e dos nossos mortos!
— Mas… mas… eu estava a sorrir sem me dar conta — dizia o menino, já sem fôlego. — Sorria por causa do primeiro crescente de lua: os meus lábios imitaram a sua forma. Sorria porque a areia está morna e a noite é suave…
— Como? Morreram milhares de Guardavianos nestas praias, a defender a sua pátria. Estas dunas, crivadas de bombas, de balas e de granadas, ficaram juncadas de cadáveres!
E o soldado bateu com força na cabeça do menino, que caiu por terra. Mas em breve se levantava, segurando um punhado de areia na mão.
— Veja, veja como esta areia é morna e suave e…
Quando o soldado se preparava para bater de novo na criança, ela atirou-lhe a areia aos olhos e desatou a fugir.
O menino correu pela noite dentro até ao alvorecer. Embora estivesse há muito fora do alcance do soldado, sentia-se inquieto. Resolveu refugiar-se durante o dia numa pequena floresta de bétulas prateadas, e voltar à estrada ao anoitecer.
Começou a avançar pela floresta dentro, guiado pelo murmúrio da água que deslizava sobre os seixos. Acabou por se sentar na margem de um pequeno riacho que se divertia a serpentear por entre os salgueiros. A luz desta manhã de Abril penetrava através das folhas cor de amêndoa e fazia brilhar os troncos das bétulas. Milhares de estrelas reluziam na superfície da água.
A criança, que, em silêncio, desfrutava do espectáculo sempre novo da água, do ar e da luz, maravilhou-se com o aparecimento fulgurante de um guarda-rios. Era como se quatro anos de guerra tivessem poupado este pequeno paraíso no coração de Guardavida. Como se as andorinhas, os tentilhões e os chapins, que chilreavam e saltitavam, nunca tivessem ouvido o troar dos canhões, o zunir das balas, o estertor dos moribundos e as queixas dos sobreviventes. Aqui, a água que brotava de uma nascente pura e corria sobre os seixos continuava a ignorar a cor do sangue.
A criança, exausta, deitou-se no musgo e acabou por adormecer, embalada pelo canto dos pássaros. Enquanto dormia, sorria para os anjos do céu azul.
Desta vez, não foi uma sentinela mas uma patrulha inteira que o acordou, em sobressalto. Através do sol ofuscante do meio-dia, a criança conseguiu distinguir seis rostos ameaçadores debruçados sobre ela.
Momentos depois, de mãos atadas e boca amordaçada, o menino foi conduzido à cidade mais próxima e atirado para um calabouço sombrio.
Passaram-se dois dias e duas noites intermináveis, durante os quais, a criança, cheia de fome e com o corpo pisado, só não sucumbiu ao desespero porque pôde respirar o cheiro de uma glicínia, que se estendia pela parede exterior da prisão.
Na manhã do terceiro dia de prisão, trouxeram-lhe finalmente um pouco de pão e água, e fizeram-no comparecer, em seguida, perante os juízes. Numa sala enorme, com paredes de pedra, três homens com vestes compridas debruadas a arminho branco estavam diante dele, enquanto uma multidão cinzenta e agitada murmurava nas suas costas.
— Estrangeiro! — começou um dos juízes. — É acusado de ter entrado ilicitamente no nosso país, de ter agredido um dos nossos guardas fronteiriços e, sobretudo, de ter desrespeitado, por duas vezes, o luto nacional decretado pelo nosso soberano, mostrando assim o seu desprezo pela dor e mágoa dos nossos concidadãos. É uma ameaça à paz do nosso reino e incorre na pena capital, reservada aos traidores da pátria. Reconhece todos estes factos?
— Mas — respondeu a criança — eu nasci em Guardavida, há dez anos, mais ou menos, e…
— Admito que pareces conhecer a nossa língua — interrompeu o segundo juiz, sentado à direita do primeiro. — Mas quem pode provar que és um Guardaviano, se não encontramos nenhum documento de identificação na tua roupa esfarrapada?
— Todos os meus haveres foram-me roubados há dias, enquanto dormia ao relento. Os meus pais deviam ter o que procurais, mas foram mortos num bombardeamento há três meses.
— Mentes! — interrompeu secamente o terceiro juiz. — Se os teus pais tivessem morrido num bombardeamento, não sorririas durante o sono.
A multidão soltou uma exclamação de espanto.
— Mas eu senti uma grande dor quando os meus pais foram mortos, e continuo a sentir uma pena imensa. Às vezes, choro sozinho, com o estômago contraído, e cerro os punhos para não gritar…
— Quando tentaram prender-te na costa oriental, a sentinela assegura que sorrias sozinho e que troçavas da morte recente dos teus pais!
— É que, quando penso nos passeios que dei com o meu pai, quando me lembro das suas brincadeiras, quando revejo os olhos da minha mãe e me dou conta do tesouro que eram os beijos que me dava antes de dormir, o meu rosto ilumina-se de felicidade.
— Não negas, então, que és incapaz de respeitar o nosso luto. Seis testemunhas ajuramentadas viram-te sorrir para os anjos, no dia a seguir ao teu primeiro delito!
— Estava contente — disse a criança — por ouvir os pássaros cantar e o rio murmurar por entre os seixos. A descoberta dos primeiros lírios de água, o perfume de uma flor selvagem, aqueciam o meu coração. Às vezes, esqueço-me da minha tristeza quando vejo o sol brilhar na água ou brincar com as nuvens. Gosto de ver o vento acariciar as ervas ou dançar nos ramos dos salgueiros…
Um longo murmúrio elevava-se agora da multidão, como se as suas palavras tivessem despertado nas pessoas surpresa, consternação e cólera.
— Basta! — disse o primeiro juiz, batendo com o martelo na secretária. — Esta criança clandestina que reconhece os seus crimes perturba a ordem pública. Condenamo-la à forca, como fazemos a todos os traidores de Guardavida!
Segundo os costumes de Guardavida, todos os condenados à morte eram conduzidos diante do soberano, na véspera da execução, a fim de beneficiarem, eventualmente, de um perdão real. Infelizmente para o menino, o rei, depois que perdera a família, nunca mais acordara um perdão a nenhum acusado. Era como se a dor tivesse destruído nele, para sempre, qualquer sentimento de compaixão. Se ainda aceitava participar nesta cerimónia macabra, era mais para respeitar um costume instituído pelos seus antepassados do que para salvar a vida de algum miserável.
De facto, quando o rei se dignava olhar para alguns dos condenados, via sobretudo neles os assassinos da sua família. Se pudesse, em vez de lhes conceder algum perdão, ele mesmo lhes cortaria o pescoço.
Foi pois com uma esperança assaz diminuta que a criança foi conduzida diante dele, acompanhada por uma dúzia de prisioneiros.
Sentado numa grande sala do palácio, num trono de ébano, o rei estava absorto nos seus pensamentos sombrios.
A sua única filha ainda viva estava sentada a seu lado e acariciava os cabelos dourados de uma boneca de porcelana.
Quando os condenados entraram e foram conduzidos até ele, o rei levantou os olhos, e o seu rosto imóvel foi-os olhando, um a um, sem trair a menor emoção. Era como se os olhasse sem os ver.
De repente, ao pousar o olhar sobre o menino, o seu corpo ficou hirto, soltou um grito de cólera e os seus olhos revelaram um furor terrível.
— Insolente! Traidor! Anarquista! Como ousas, diante de mim, desprezar as minhas leis, violar o nosso luto e profanar a memória da minha própria família?
— Perdoai-me, Senhor, perdoai-me. Não queria ofender-vos nem faltar-vos ao respeito, mas a vossa filha…
— Como te atreves? — espumava o rei.
— A vossa filha tinha um ar e uns olhos tão tristes, que não pude evitar sorrir-lhe quando os nossos olhares se cruzaram… É mais forte do que eu, vem-me do mais profundo da alma e…
Mas o rei deixara de o ouvir. Observava, maravilhado, a filha, o seu único descendente vivo, a sua única consolação, uma prisioneira da tristeza há já tanto tempo. A filha sorria para a criança que ia morrer.
Passou-se uma eternidade, e todos, guardas, senhores e condenados, ficaram suspensos da reacção do rei.
O que viram então foi um autêntico milagre!
O rei, desarmado, estupefacto e hipnotizado, não conseguia desviar o olhar do rosto da filha. Pouco a pouco, começaram a ver os seus lábios a tremer e uma lágrima a correr do seu olho direito. Sorriu, emocionado, para a princesa.
Um murmúrio percorreu a assembleia, e logo uma alegria muda tomou o lugar do mais profundo desespero. Um sorriso partilhado e tranquilo emergiu da dor e das mágoas e contagiou todos quantos estavam presentes na sala.

O fim do luto nacional foi decretado naquela mesma noite; os treze condenados à morte, entre os quais a criança, foram agraciados e soltos.
A história não diz o que aconteceu ao rei, à princesa e ao menino. Sabe-se apenas que Guardavida se tornou de novo um país hospitaleiro e acolhedor, onde dá gosto viver. Sabemos também que não há dor nem desgosto tão intensos e violentos que não possam vir a ser consolados, que não possam ser redimidos pela vida sempre nova e apaixonante que nos espera.


Jean-Hugues Malineau



5.9.09

Apenas de passagem



Um turista americano, no século passado, foi visitar o famoso rabino polaco, Hofez Chaim.

Admirou-se ele ao ver que a casa do rabino era pouco mais que um quarto repleto de livros por toda a parte.

De mobília, tinha só uma mesa e um banco.

«Mas, rabino, onde está a sua mobília?», pergunta o americano.

«E a sua, onde é que está?», ecoou o rabino.

«A minha? Mas eu estou apenas de passagem; sou um visitante na cidade», responde o americano.

«Pois eu também estou só de passagem», concluiu o Rabino.



Anthony de Mello
O canto do pássaro
Lisboa, Ed. Paulinas, 1998