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30.5.13

Concurso de Poesia Interescolas - Entrega de prémios





Ocorreu ontem, no auditório municipal de Gaia, a entrega de prémios aos vencedores do Concurso de Poesia Interescolas de Gaia.
Foi a vencedora no Escalão D (1º prémio), 5º e 6º anos,  a aluna da nossa escola, Maria Eduarda Necho, do 5ºI com o poema "O menino que não sabia rimar".



 
 
 
 

 

19.1.13

É urgente o amor





Eugénio de Andrade




Aquela nuvem





Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas  (Póvoa de Atalaia, 19 de Janeiro de 1923 — Porto, 13 de Junho de 2005)  foi um poeta português.







Estreou-se em 1939 com a obra Narciso, torna-se mais conhecido em 1942 com o livro de versos Adolescente. A sua consagração acontece em 1948, com a publicação de As mãos e os frutos, que mereceu os aplausos de críticos como Jorge de Sena ou Vitorino Nemésio. 
A obra poética de Eugénio de Andrade é essencialmente lírica, considerada por José Saramago como uma poesia do corpo a que se chega mediante uma depuração contínua. Entre as dezenas de obras que publicou encontram-se, na poesia, Os amantes sem dinheiro (1950), As palavras interditas (1951), Escrita da Terra (1974), Matéria Solar (1980), Rente ao dizer (1992), Ofício da paciência (1994), O sal da língua (1995) e Os lugares do lume (1998). 
 Em prosa, publicou Os afluentes do silêncio (1968), Rosto precário (1979) e À sombra da memória (1993), além das histórias infantis História da égua branca (1977) e Aquela nuvem e as outras (1986). Foi também tradutor de algumas obras, como dos espanhóis Federico García Lorca e Antonio Buero Vallejo, da poetisa grega clássica Safo (Poemas e fragmentos, em 1974), do grego moderno Yannis Ritsos, do francês René Char e do argentino Jorge Luís Borges. 
 Em Setembro de 2003 a sua obra Os sulcos da sede foi distinguida com o prémio de poesia do Pen Clube Português.





22.10.12

Sou o pássaro que canta







Sou o pássaro que canta
dentro da tua cabeça
que canta na tua garganta
canta onde lhe apeteça

Sou o pássaro que voa
dentro do teu coração
e do de qualquer pessoa
mesmo as que julgas que não

Sou o pássaro da imaginação
que voa até na prisão
e canta por tudo e por nada
mesmo com a boca fechada

E esta é a canção sem razão
que não serva para mais nada
senão para ser cantada
quando os amigos se vão

E ficas de novo sozinho
na solidão que começa
apenas com o passarinho
dentro da tua cabeça.


12.01.2012


Manuel António Pina
(Sabugal, 18 de Novembro de 1943 – Porto, 19 de Outubro de 2012)
jornalista e escritor português, galardoado em 2011 com o Prémio Camões.











23.1.12

Concurso de Poesia de Gaia

Vamos participar !

Onde estão os poetas da nossa escola ? ;)









25.6.11

A nossa grande casa



Vivemos todos aqui.

Lagartos, líquenes, tartarugas, abelhas.
Todos partilhamos a mesma grande casa.



Partilhamos a água.
Salpicamos, chapinhamos e nadamos na água.
E todos bebemos água.
Baleias, golfinhos, manatins,
Pinguins, palmeiras, tu e eu.
Todos partilhamos a água na Terra,
A nossa grande casa azul.




A chuva desliza pelo meu nariz
E escorre pelos dedos do meu pé.
A chuva limpa o mundo todo.
Rega florestas de árvores gigantes
Desperta a vida em sementes minúsculas.
Traz água fresca a ti e a mim.
Todos partilhamos a chuva na Terra,
A nossa casa verde a crescer.





À volta do mundo
O sol a todos aquece.
Girassóis, andorinhas, macieiras,
Raposas, fetos, tu e eu.
Aquece dedos e pés,
Aquece raízes e folhas.
Todos partilhamos o sol na Terra,
A nossa casa grande e quentinha.




Há monturo por todo o lado,
Na Terra, no nosso solo.
Solo onde as sementes aguardam
E as árvores nascem,
Onde as minhocas vivem e os coelhos escavam.
A Terra contém a vida
E o monturo que piso com prazer.
Todos partilhamos o solo na Terra,
A nossa grande casa viva.




E há ar por todo o lado,
Bem longe e bem perto.
Todos respiramos o ar da Terra.
Não é bom respirar?
Pessoas, lagartos, joaninhas,
Carvalhos, ervilhas, ervas daninhas.
Todos partilhamos o ar na Terra,
A nossa grande casa arejada.




O vento sibila e volteia,
Varre e rodopia.
Remexe a erva e abana as árvores.
Transporta chuva, espalha sementes.
Traz ar fresco e revolve cabelos de crianças.
Por todo o mundo.
O vento a todos toca na Terra,
A nossa grande casa rodopiante.






O céu é uma imagem nossa que muda lá em cima.
Gosto do céu. E tu?
Grandes extensões de azul,
Pinceladas de nuvens,
Borrões selvagens ao entardecer.
Onde quer que estejamos
Olhamos e vemos
Céu, céu, céu.
Aqui na Terra, a nossa grande casa
Debaixo do céu.




À noite, quando as estrelas brilham,
Na escuridão funda e profunda,
É o tempo de cair no sono,
Dos animais vaguearem
E das flores nocturnas desabrocharem.
Todos temos um tempo de escuridão
Aqui na Terra, a nossa casa
Debaixo do grande manto da noite.




E a nossa lua viaja pelo céu
Cor de pérola cremosa
Uma vela branca fininha.
Lua cheia, lua nova,
Dão corpo à nossa noite.
Todos partilhamos a lua
Aqui, ali, por todo o lado na Terra,
A nossa grande casa luminosa.




Quando me estico ou danço,
Salto ou rio,
Pulo no ar ou na relva me estendo,
Sinto-me vivo.
Todos sentimos a vida.
Árvores, rãs, abelhas, relva,
Aranhas, serpentes, minhocas, morcegos.
Todos partilhamos a vida na Terra,
A nossa casa grande e vivificante.




Partilhamos o ar, a água, o solo e céu,
O sol, a chuva e a vida.
E todos partilhamos o mesmo lar, aqui na Terra,
A nossa preciosa morada.







Linda Glaser; Elisa Kleven
Our Big Home - An Earth Poem
Minneapolis, Millbrook Press, 2000
(Tradução e adaptação)






Pessoas, formigas, elefantes, árvores,

30.4.11

Para o dia da mãe



Os alunos do 7º ano aprenderam este pequeno poema em francês que poderão recitar amanhã para comemorar o dia da mãe. ;)


«Devine ce que j'ai caché?
un bisou
pour ta joue
un baiser
pour ton nez
plein de fleurs
pour ton coeur!»




28.4.11

Aos meninos do Japão


Sei que vos sentis tristes

Mas vocês são fortes!
Com todo o meu amor
Com o meu coração
Vos direi:
PAZ!


Abram as mãos e vos darei as minhas!
Com toda a minha esperança
O meu coração vos darei!





ARMANDO, 5ºC





19.4.11

Inspirados na vinda de Pedro Seromenho





A lua teimosa mas muito estudiosa

O dragão a rugir e o tubarão a fugir


O foguetão a voar e as estrelas a guiar
O rata a cheirar e o balão a voar


O gelado a derreter e a lua a lamber

DANIELA - 5ºA






Na poesia é preciso ter alegria
Na poesia, há fantasia.


O cantor voador agarra no amor
O tubarão Germano
Comeu o peixe Tusmano


Um tubarão a fugir e um dragão a rugir
Um gelado a derreter com um rato a aparecer
Um dragão assustador fala sobre a sua dor


O cantor fabuloso
Grava a voz do Cláudio Cardoso


GUILHERME - 5ºA







O cogumelo amarelo
Arma-se sempre em esperto!


O Balufa ali espetado
Tem um dente deformado


O peixe está muito assustado
e também desesperado!
Está ali a tremer
e o tubarão…
pronto para o comer!


Aquela é uma sanduíche
Está-me a dar muito apetite…


E o microfone a voar?
Só me apetece cantar!




O dragão a andar e a voar
E o submarino a flutuar


Num castelo deformado
vive a princesa
De cabelo embaraçado.


Há nuvens a flutuar…
Que lindo luar!


RITA CRUZ - 5ºA



Fotomontagem da Catarina - 7ºA



14.4.11

Inspirados na vinda de Pedro Seromenho





D. HENRIQUE E COTOVIA


 Num dia de muita alegria
cheio de energia
Na terra da poesia
Nasceu uma linda princesa
que se chamou Cotovia.


De cabelos volumosos
que nunca estavam quietos,
com sua bela coroa,
ela comia… boroa!


Está numa padaria chique
Dentro de um castelo a pique.
Olha por cima do mar,
O grande mar Alambique:
Vai navegar D. Henrique
Rei do Reino da Mão Chique!


O que vai ele fazer?
Trabalhar? Cozinhar? Comer?
Ele navega no ar
É um balão a voar!


Quer apanhar uma flor
Para dar ao seu amor…


De repente, a Ventania!
Um tornado mal amanhado!
Os trovões a ribombar
Os relâmpagos a estourar
o mar a desesperar
D. Henrique a atacar!


O rei fica em maus lençóis…
Apanhado no tornado
Fica todo encharcado
Começa a sentir-se assustado!


Um dragão assustador
Vem combater o terror:
Engole aquele pavor
E liberta-o da dor!


D. Henrique, o Corajoso,
Aquele que nada temia,
Salta para o dragão
Salva a sua Cotovia!


Juntos voam nas nuvens
Chegam à Lua-de-mel
E assinam o papel!


Poesia Poesia
Já casou a Cotovia
É feliz com D. Henrique
no Castelo da Mão Chique!


Poema coletivo -  5ºA




 

21.3.11

Primavera

Anunciação


Surdo murmúrio do rio,
a deslizar, pausado, na planura.
Mensageiro moroso
dum recado comprido,
di-lo sem pressa ao alarmado ouvido
dos salgueirais:
a neve derreteu
nos píncaros da serra;
o gado berra
dentro dos currais,
a lembrar aos zagais
o fim do cativeiro;
anda no ar um perfumado cheiro
a terra revolvida;
o vento emudeceu;
o sol desceu;
a Primavera vai chegar, florida.



Miguel Torga



24.10.10

Eu adoro a Biblioteca !





Eu adoro a biblioteca!

Eu gosto muito de ler

e de entrar numa aventura

para o livro conhecer.





Quantos mais livros eu ler

Claro que eu vou melhorar:

a imaginação vai desenvolver

e o conhecimento aumentar.


Guilherme Rodrigues
5ºA Nº13




10.9.10

A Escola




" Escola é...

o lugar onde se faz amigos
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente,
gente que trabalha, que estuda,
que se alegra, se conhece, se estima.
O director é gente, o coordenador é gente,
o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor na medida
em que cada um se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de "ilha cercada de gente por todos os lados."
Nada de conviver com as pessoas e depois
descobrir que não tem amizade a ninguém
nada de ser como o tijolo que forma a parede,
indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar,
não é só trabalhar, é também criar laços de amizade,
é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é "se amarrar nela"!
Ora, é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil estudar,
trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se, ser feliz."


Paulo Freire





26.8.10

A felicidade exige valentia

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas,
não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo,
e posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.


Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...



Fernando Pessoa



31.7.10

Amigo




Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».


«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,


Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!


«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!



Alexandre O'Neill


9.6.10

Concurso escrever um poema - 8ºC




Um amigo divertido
é sempre animador,
realça a felicidade
e afasta a dor.

*

Um amigo verdadeiro
é em quem temos confiança,
é fiel e único
e isso dá-nos esperança

*

Um grande amigo
é o que nos dá atenção,
faz-nos pensar
o chama à razão

*

Um amigo é único
temos de o estimar,
tratá-lo bem
para mais tarde recordar...



João Pereira - 8ºC






21.3.10

Dia da Poesia






Hoje celebra-se o Dia da Poesia, mas como é Domingo, a Equipa da BECRE antecipou-se e festejou o dia na passada sexta-feira, oferecendo simpaticamente marcadores de livros personalizados com poemas de diversos autores.





Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

Brilha, porque alta vive





Ricardo Reis





19.3.10

Dia do Pai




Ter um Pai ! É ter na vida
Uma luz por entre escolhos ;
É ter dois olhos no mundo
Que vêem pelos nossos olhos !

Ter um Pai ! Um coração
Que apenas amor encerra,
É ver Deus, no mundo vil,
É ter os céus cá na terra !

Ter um Pai ! Nunca se perde
Aquela santa afeição,
Sempre a mesma, quer o filho
Seja um santo ou um ladrão ;

Talvez maior, sendo infame
O filho que é desprezado
Pelo mundo ; pois um Pai
Perdoa ao mais desgraçado !

Ter um Pai ! Um santo orgulho
Pró coração que lhe quer
Um orgulho que não cabe
Num coração de mulher !

Embora ele seja imenso
Vogando pelo ideal,
O coração que me deste
Ó Pai bondoso é leal !

Ter um Pai ! Doce poema
Dum sonho bendito e santo
Nestas letras pequeninas,
Astros dum céu todo encanto !

Ter um Pai ! Os órfãozinhos
Não conhecem este amor !
Por mo fazer conhecer,
Bendito seja o Senhor !



Florbela Espanca






4.2.10

Poemas - Concurso "Faça lá um poema"


Não consigo escrever

Quem me dera conseguir
Um poema escrever
Encontrar a palavra certa
Para eu poder dizer
O que está a acontecer!

Não sei como começar
Palavras, muitas palavras
Cruzam o meu pensamento
E neste preciso momento
Não sei quais hei-de escolher!

Umas são pequenas e leves
E o vento leva-as pra longe …
Outras são grandes, pesadas
E não as consigo mover!

A folha branca vazia
continua por preencher…
O espaço tornou-se frio
Sinto em mim um calafrio
E a minha mão a tremer!


Mas … de repente,
Como por magia
Palavras de todas as cores
Vão-se juntando aos pares
Como num jardim, as flores …
E eu começo a perceber
Que um Poema, mesmo agora
Me está a acontecer!


Inês Santos - 6ºA






Para além da Terra

Um dia decidi mudar...
Ao contrário dos cientistas que se baseiam de factos
Decidi imaginar,
Para descobrir o que há fora deste mundo.
Para além da Terra
Será que há marcianos,
Tarranos, macacos verdes, sei lá
Será que vivem muitos ou poucos anos?
Mercúrio deve ter ETs pretos,
Ou muito bronzeados.
Está tão perto do Sol que
Alguns ficam queimados.
Vénus é amarela (acho eu)
Nunca fui lá
Deve-se fazer um bom assado
Tão quente que lá está.
Marte é como uma rosa vermelha
É um planeta sortudo
É parecido com a Terra,
Água, Sol, tem tudo!
Se fossemos lutar com Júpiter
Íamos perder:
É um planeta tão grande
Que nos iria vencer!


Em Saturno são todos vaidosos
Perto daquele anel gigante
É um planeta de ricos e charmosos
Isso percebi eu!
Quando fui para Úrano
Aquelas temperaturas deixavam-me louca,
Além disso havia tantas naves de marcianos a aterrar
Que me deixavam mouca!
Sei o que pensas, mas Neptuno
Não é o Deus do Mar
É um planeta esverdeado, lindo é a verdade
Só é pena não haver oxigénio para respirar.
Um bebé é tão querido
É como Plutão.
Pequenino, pequenino
É um planeta anão.
E a Terra é um planeta fácil de alcançar
Abro a porta e vejo que feia que está a ficar!
Porquê destruir as árvores?
Custa-nos muito viver a fantasia?
As flores, as árvores e os animais
Porquê destruir a magia?
Está na hora de jantar!
Gritou a minha mãe
Tive que acordar
Para no dia seguinte ter energia para correr…
O Universo!


Maria Carvalho - 5ºN





Gaivota

Gaivota que voa na minha mão
Gaivota que voa no meu coração
Gaivota que voa sobre o mar
Gaivota que adora planar.

Se algum dia alguém a encontrar
Não me perguntem quem é, pois eu não a conheço
Esta Gaivota é do mar
E eu não a mereço.

Esta Gaivota fugiu de mim
Partiu numa grande viagem
Em direcção ao mar
Como é bom poder voar!

E agora lá vai ela
Em sua glória
Desaparece nas nuvens
E aparece na minha memória.

Já no alto-mar
Enfrenta tempestades
Gaivota fragilizada
Pensamos nós, coitada!

Mas na verdade esta Gaivota é resistente
Tem uma longa duração
Pois o que lhe dá força é o nosso coração.

Depois desta longa viagem
Volta à sua alma
Pousando com suavidade
Na minha pequena palma.

Já de regresso a casa
Não recorda a viagem
Pensando só agora
No corte da sua asa.

Tal como nós sabemos, esta Gaivota é a vida
Tal como ela, ficamos magoados
Enfrentando alguns perigos
Quando somos demasiado livres
Para alcançar os nossos desejos.



Mário Bruno Silva Freitas - 8ºC






Adolescência

Ninguém me entende…
Mesmo quando digo o que sinto
Parece que não percebem
Estou farta de ouvir e não ser ouvida,
Só quero ser entendida.

Será impossível perceberem que estou mal?
Sim, parece impossível.
Será que tenho um destino fatal?
Não sei, pareço invisível.

Parece nunca mais passar a dor que sinto,
Magoam e não deixam a ferida sarar
Todo o cenário que pinto,
E verdade! Podem acreditar.

Sinto-me sozinha no mundo
Num mundo que não entendo.
Sinto um vazio profundo
Num medo que vai crescendo

Estava tudo tão bem
Nunca pensei passar por este problema
Agora percebo a adolescência…
É um grande dilema.


Preciso de ajuda!
Não consigo passar por isto sozinha,
Ou tudo muda,
Ou dou em maluquinha.

Quero começar a sorrir
Esquecer o passado,
Muita alegria sentir
É tudo o que tenho sonhado.

Voltar a ter amigos
Dar-me bem com o namorado
Ver a família feliz
É o meu sonho realizado.


Sara Santos - 8ºC





Ser Solidário

Rostos tristes, sem alma, com pó,
Famintos, sofridos, que dó!
Corpos estropiados, partidos, feridos,
Cobertos com trapos, velhos, puídos.

As lágrimas caem com compaixão
Pelos que sofrem sem entender a razão.
Treme a terra, as gentes, o mundo…
Não se pode esperar nem mais um segundo.

É hora de ser generoso,
Desde o pequeno ao mais poderoso.
Por eles, por nós, por mim e por ti
É hora de dar a mão ao Haiti.

Tic-Tac – É agora
Tic-Tac – Nem mais uma hora!
Tic-Tac – Nem sequer um segundo!
Tic-Tac – Todos juntos num abraço profundo


Diogo Pereira Gonçalves - 6º I


Amizade

Um Mundo sem amizade,
É como uma história inacabada.
Sem alegria, felicidade...
É um Mundo sem nada.

Os amigos ajudam-nos
A viver e a crescer...
Estão sempre do nosso lado,
Mesmo que fiquem a perder.

Dizem-nos sempre a verdade,
Mesmo que não seja muito agradável.
Ajudam-nos a encarar a realidade,
De uma forma bastante amável.

Conhecem-nos tão bem,
Que não lhes conseguimos esconder nada.
Ser-se amigo de alguém,
É uma tarefa bem complicada!

Aturam todas as nossas birras,
Histerias e euforias...
Os nossos choros, namoros,
Esquisitices e manias.

Um amigo é como um Deus,
Grande e poderoso.
Devemos esforçarmo-nos por mantê-lo,
Pois é algo precioso.

Joana Matos - 8ºA